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NATAL: “O verbo Divino se fez carne e habitou no meio de nós”

Só por nós Deus se fez um de nós. “Nasceu-vos hoje um Salvador, que é o Cristo-Senhor, na cidade de Davi-Belém” (cf. Lc 2, 11). É natal do Senhor Jesus e nosso também!. O Filho de Deus toma forma humana para salvar-nos da morte. O Senhor da vida vem dá ao homem dignidade e vida perene. Para isso, foi necessário assumir as limitações da carne. Celebremos, então, com alegria a vinda do Emanuel.

            Ele se fez carne e habitou entre nós. E continua para sempre nos corações daqueles que o aceitam como mestre de suas almas. Por isso, é preciso acordar do sono frio de nossas existências fracassadas, pelo pecado, e vitalizar a caminhada, assumindo a vida nova do Menino de Belém. Exultemos, pois, por tão grande dádiva e com cânticos unamos a nossa voz a voz dos anjos que entoam com júbilo a vitória dos habitantes da cidade celeste. “Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na terra aos homens que ele ama” (cf. Lc 2, 14).

            Natal é tempo de conversão, de aceitar o Salvador como a Virgem de Nazaré. De preparar um lugar para Ele nascer. E esse espaço não é somente físico, mas íntimo, ou seja, no coração humano. O exemplo de Maria e José é digno de honra e causa de modelo a todos nós. Pois, no ventre da primeira mulher entrou o pecado, a morte, e no ventre de Maria sai a graça, a Vida. Sem dúvida, devemos receber a mãe com seu filho como José os aceitou. Essa adesão obriga ao crente uma vida nova. Nascer de novo. Não da carne, mas do espírito.

             “Em verdade, em verdade, te digo: quem não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus”, disse Jesus a Nicodemos (cf. Jo 3, 3). Convite fundamental ao seguimento. O ser humano tem sede do Infinito e só pode saciar-se Nele. Isso prova que as vicissitudes, ou seja, as coisas passageiras não satisfazem. Podem dar momentos de paz, gozo, felicidade…, porém, não passam de momentos vazios. A verdadeira alegria não depende de sensações boas ou más.

            Eis porque, é essencial deixar a alegria do Natal invadir todos os cantos do mundo global e do mundo pessoal e, por conseqüência, o cosmo-planeta. “Vamos, minha gente, vamos à Belém, vamos ver Maria e Jesus também… já chegou natal…”. O menino frágil e inocente não rejeita lugar, por mais indigno que seja só quer amar a todos. “Porque Deus é amor”. É conosco. É Emanuel. Se faz pobre para salvar os pobres. Aonde o encontramos? Em um palácio? No coração do homem. Sim, no mais íntimo do querer de cada um de nós. Preparemo-nos, então, a nossa vida para acolher bem a “Vida”, Dom maior, fonte e sustendo da existência.

Feliz Natal!!!

Cl. Renaldo Elesbão-PASCOM

           

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