A construção da primeira Igreja de Almofala deu-se em 1702, em honra a Nossa Senhora da Conceição era feita de taipa e coberta de palha. Em 1712, iniciou-se a construção de uma Igreja em alvenaria em estilo barroco, a qual foi totalmente concluída em 1758.
Primeiro uma capela foi erguida pelos religiosos da Companhia de Jesus para a evangelização dos índios Tremembé em 1712, sob o reinado de João V de Portugal.
Embora não se conheça o autor do seu projeto, sabe-se que José Lopes Barbalho e Francisco Roza trabalharam nela.
Em 1998, as imagens e o sino da igreja, com resistência dos Tremembés, foram transferidos pelo padre Antônio Thomas para o Tanque do Meio (Itarema). Em janeiro de 1944 as imagens voltaram aos altares da Igreja.
O templo, em estilo barroco, é um exemplo da arquitetura jesuíta no Brasil.
Em fins do século 19 foi soterrada por uma duna móvel ressurgindo entre 1940 e 1943. Encontra-se tombada e recuperada pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional. A igreja, em estilo barroco é um exemplo da arquitetura jesuíta no Brasil.
Depois de passar quase 50 anos soterrada por uma duna móvel (1897 a 1945), a igrejinha de Nossa Senhora da Conceição, em Almofala, distrito de Itarema - CE.
Ressurgiu para alegrar a comunidade local e impulsionar o turismo. Sua história e sua beleza impressionam os seus visitantes.
Simples e bela, a igreja de estilo barroco, foi construída pelos jesuítas, em 1712, para evangelização da comunidade indígena Tremembé.
Originalmente chamava-se Aldeia do Cajueiro, depois Missão do Aracati-Mirím, Missam do tapuya Tramanbe e ainda Missão de Nossa Senhora da Conceição dos Tramambés.
Quando os jesuítas foram expulsos da missão em 1759, por ordens do Marquês do Pombal, uma parte dos Tremembés e os Padres da Ordem de São Pedro deslocaram os índios para o Soure e anos depois devido a desabitação os índios retornam a vila. Em 1766 a Missão tornou-se uma freguesia de índios e recebeu o nome de Almofala, um topônimo de origem árabe-portuguesa.
É a terra dos índios Tremembé, na qual está construída a Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Almofala.
O aldeamento Tremembé e os arredores da igreja ficaram despovoados de 1897 até 1940/43, devido a invasão de dunas moveis.
Os Índios Tremembés, então, tiveram que migrar para outras regiões. Quarenta e cinco anos depois, quando o vento passou a deslocar a duna outra vez, a Igreja voltou a aparecer. O local do povoado passou a representar um espaço de resistência e de afirmação étnica, pois à medida que o povoado ia sendo descoberto pelas dunas, posseiros “brancos” também ocupavam o lugar, disputando, assim, o espaço com os índios
Além disso, a Igreja da Nossa Senhora da Conceição de Almofala passou 43 anos soterrada por areia, conseqüência da formação de dunas no local.
Hoje totalmente exposta e tombada, a Igreja é uma das principais atrações Turísticas mais bem guardadas do Estado do Ceará.
E uma praia cheia de lendas e tartarugas-verde (Chelonia mydas) – ou aruanãs, como são chamadas pelos indígenas -, que buscam suas águas para alimentação, desenvolvimento e descanso. A maioria desses animais pertence a populações de áreas de desovas distantes, como Suriname e Ilha de Ascension, na África. Mas todas as espécies de tartarugas marinhas ocorrem na costa cearense.
Para proteger os animais capturados incidentalmente em currais de pesca, redes de espera para peixes e caçoeira para lagostas, o Tamar instalou, em 1992, sua base em Almofala, no município de Itarema, é a única no Estado. A ação do Projeto envolve a população local, de aproximadamente 35 mil habitantes, distribuídos em sete localidades de dois municípios (de leste para oeste): Torrões, Almofala, Porto do Barco, Guajiru e Farol, em Itarema; Volta do Rio e Espraiado.
Essas comunidades vivem tradicionalmente da pesca artesanal, utilizando principalmente os currais, modalidade tradicional muito comum no litoral oeste do Ceará. De janeiro a julho, diariamente os pescadores vão com suas canoas até essas armadilhas, instaladas próximas à praia, para dali tirar o seu sustento. Antes do Tamar, todas as tartarugas marinhas eram aprisionadas acidentalmente e mortas. Hoje, são devolvidas ao mar, pela equipe do Projeto, com a ajuda dos pescadores.
ARTESANATO
· Renda, palha de carnaúba, crochê, ponto de cruz, arranjos naturais de palha de coco, redes de linha, de fio ou de tucum (fibra de uma palmeira chamada de tucumã).
Ato de Desagravo:
Outro episódio envolvendo a igreja de Almofala foi o roubo de três imagens sacras, em outubro de 2006: as imagens de Nossa Senhora da Conceição, São José de Ribamar (São José de Botas) e Nossa Senhora do Rosário. Graça ao trabalho da Segurança Púbica do Estado do Ceará as imagens de madeira, originais do século XVIII, foram encontradas, na localidade de Córrego das Almas, a seis quilômetros de Itarema, e devolvidas ao seu local de origem. O nome Almofala segundo os estudiosos da lexicografia, a palavra Almofala é portuguesa, de procedência árabe - Al mohala - que significa aldeola e lugar onde se mora durante algum tempo. A histórica da povoação de Almofala, que pertence à jurisdição do município de Itarema, no Estado do Ceará, está localizada à margem esquerda do rio Aracati - mirim, perto de sua foz e dois quilômetros distante do oceano. Distante 12 quilômetros da cidade de Itarema e 220 quilômetros de Fortaleza. Visitou este monumento histórico do povo cearense no inicio do mês de fevereiro de 2010 nosso médico oftalmologista Dr. Abdias Araújo Costa um dos preservadores de nossa cultura. 1ª - Fotografia: Igreja ressuscitando das dunas. 2º - Fotografia Frente da Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Almofala totalmente livre das dunas onde o médico já citado mostra sua beleza paisagística. Por Célio Cavalcante (Guardião da Arqueologia cearense). |