Igreja proclama três novos santos
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Na manhã deste domingo, na Praça São Pedro, Bento XVI presidiu a Missa de canonização de três Beatos. São eles: o Bispo Guido Maria Conforti, o sacerdote Luis Guanella (ambos italianos) e a religiosa Bonifácia Rodriguez de Castro (espanhola).
Deles, o que tem mais ligações com o Brasil é São Luís Guanella, através, principalmente, dos institutos educacionais criados pelas duas congregações por ele fundadas, uma feminina e outra masculina.
Durante a Missa, no início de sua homilia, o Santo Padre recordou que hoje celebramos, com toda a Igreja, o Dia Mundial das Missões, “celebração anual que se propõe a despertar o impulso e o compromisso com a missão”.
E “louvemos ao Senhor pelos três novos Santos”, prosseguiu o Papa, relembrando as palavras do Evangelista Mateus, na passagem em que os fariseus se reuniram para colocar Jesus à prova (cfr 22,34-35) e Ele foi questionado por um doutor da Lei:
“Mestre, na Lei, qual é o maior mandamentos?” (v. 36). Ao que Jesus responde: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Esse é o maior e o primeiro mandamento (VV. 37-38)”.
O Papa continua contando que, logo em seguida, Jesus acrescenta algo que, na verdade, não havia sido perguntado pelo doutor da lei: “O segundo (mandamento) é semelhante a esse: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (v. 39). Sobre esse trecho, o Santo Padre ressaltou que “Jesus dá a entender que a caridade para com o próximo é tão importante quanto o amor a Deus”. E esses três novos Santos, conforme destacou o Pontífice, “deixaram-se transformar pela caridade divina e nela caracterizaram toda a sua existência”. “Em situações diferentes e com carismas diversos – disse -, eles amaram ao Senhor com todo o coração e ao próximo como a si mesmos ‘de modo a se tornarem modelo para todos os fiéis’ (1 Ts 1,7)”.
Bento XVI falou sobre a vida e a dedicação de cada um dos Santos. De São Guido Maria Conforti destacou a confiança com a qual se entregou ao Senhor, sua inspiração em São Francisco Xavier e seus feitos para com os irmãos.
De São Luís Guanella ressaltou “que o seu testemunho humano e espiritual, é para toda a Igreja, um dom particular de graça”. “Durante a sua existência terrena, ele viveu, com coragem e determinação, o Evangelho da Caridade”, disse o Papa, completando: “graças à profunda e contínua união com Cristo, na contemplação de seu amor, Pe. Guanella, conduzido pela Providência divina, tornou-se companheiro e mestre, conforto e alívio dos mais pobres e dos mais necessitados”.
Para descrever Santa Bonifácia, fez analogia com uma passagem da primeira Carta aos Tessalonicenses, “um texto que usa a metáfora do trabalho manual para descrever o trabalho evangelizador”. “A nova Santa se apresenta a nós – disse o Papa - como um modelo completo em que ressoa o trabalho de Deus, um eco que convida suas filhas, as Servas de São José, e também a todos nós, a acolhermos seu testemunho com a alegria do Espírito Santo, sem temer a contrariedade, difundindo em todas as partes a Boa Nova do Reino dos céus.
O Santo Padre ainda acrescentou:
“Encomendamo-nos a sua intercessão, e pedimos a Deus por todos os trabalhadores, sobretudo pelos que desempenham tarefas mais modestas e em ocasiões não suficientemente valorizadas, para que, em meio a seu trabalho diário, descubram a mão amiga de Deus e dêem testemunho de seu amor, transformando seu cansaço em um canto de louvo ao Criador”.
Bento XVI concluiu sua homilia convidando-nos a seguir os exemplos desses três Santos, “a fim de que toda a nossa existência se torne testemunho de autêntico amor a Deus e ao próximo”.
Na seqüência da celebração da Missa de canonização, o Papa, como todos os domingos, conduziu a oração mariana do Angelus. Dirigindo-se aos milhares de fieis e peregrinos presentes na Praça São Pedro, o saudou a todos, “principalmente aos peregrinos presentes para prestar homenagem aos novos Santos, com um pensamento de especial afeto aos membros dos institutos por eles fundados”.
Bento XVI saudou os presentes em diversas línguas, dando prosseguimento à oração do Angelus e a sua benção apostólica. (ED/RL)
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Rádio Vaticano
* Rio começa a planejar visita do Papa Bento XVI e a Jornada Mundial da Juventude.
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O Rio de Janeiro teve nesta quarta-feira o primeiro compromisso formal, com participação do estado, para organizar a Jornada Mundial da Juventude, agendada para julho de 2013.
O governo do Rio criou uma comissão composta por 30 pessoas para coordenar os preparativos do evento, que, apesar de menos badalado, tem uma previsão expressiva de público: são esperados quatro milhões de católicos e o papa Bento XVI. Mais de 10 secretarias estaduais estão envolvidas no projeto, além da Arquidiocese.
Para o arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, a Igreja está atenta, em especial, a dois problemas da cidade: “Dois aspectos talvez nos preocupem. Um é como acolher os visitantes no Rio de Janeiro. O segundo é como ter facilidade nos deslocamentos”, afirmou Dom Orani.
O governador Sérgio Cabral afirmou que esse grande encontro de católicos será o principal evento no Rio durante os próximos anos. Ele, junto com o prefeito Eduardo Paes, chegou a ir a Madri em agosto deste ano, onde ocorreu a jornada. E disse ter ficado impressionado com o número de jovens nas ruas da capital espanhola. “Como governador, vi a cidade (Madri) cheia em um momento de baixa (no turismo). Tanto os hotéis de cinco estrelas quanto os de uma estrela estavam cheios. Como governador, achei que valeu a pena”, disse Cabral ressaltando o Estado laico.
O governador é católico e, para uma plateia formada sobretudo de padres, disse nesta quarta que foi “uma emoção muito grande ver aquela energia positiva cristã do bem (em Madri)”. Sem perder a oportunidade política, o governador fez referência à série de eventos que o Rio vai abrigar, como a Copa das Confederações, em 2013, Copa do mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016. Cabral afirmou para Dom Orani que o trabalho de trazer a jornada da juventude ao Brasil começou em 2007, quando assumiu o governo do Rio.
“Esse trabalho começou quando assumimos e olhamos a situação precária, com a imagem do Rio de Janeiro tão desfavorável interna e, sobretudo, externamente. Havia só um voo direto do Rio para o exterior e um desafio enorme para realizar os jogos Pan-americanos”, lembrou.
O governador gabou-se de o estado do Rio ter recebido, em 2010, mais investimentos nacionais e estrangeiros do que São Paulo- 18 milhões de dólares e 10 milhões respectivamente. Após evocar uma sequência de fatos positivos, disse: “Posso assumir esse compromisso sem nenhuma dúvida sobre ele. Faremos um grande evento. O Maracanã já estará aberto e pode ser palco de eventos”, afirmou Cabral.O governo preparará mil escolas para serem usadas durante o evento. A utilidade pode ir desde a mobilização dos jovens até uma forma de hospedagem alternativa.
O lema da jornada, anunciado pelo papa Bento XVI em agosto, será “Ide e fazei discípulos em todas as nações”. O evento acontece desde 1985 e foi instituído pelo papa João Paulo II, cujo papado foi marcado por ações voltadas para levar os jovens à Igreja católica.
Santa Teresinha
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A francesa Marie Françoise Thérèse Martin (Maria Francisca Teresa Martin), nasceu no dia 2 de janeiro de 1873, em Alençon. Seus pais se chamavam Louis Martin e Zélie Guérin. Quando nasceu, era muito franzina e doente. Desde o nascimento exigia muitos cuidados. Aos 2 anos já pensa na idéia de ser religiosa, para a alegria de sua mãe, mas para o desconsolo de seu tio Isidore Guérin (seu futuro tutor sub-rogado).
Em agosto de 1876, a Sra. Zelie toma conhecimento de que padece de um câncer. Quando ela falece, o Sr. Martin muda-se com as quatro filhas para Lisieux em 1877.
A prematura morte de sua mãe, quando ela tinha 4 anos fez com que ela se apegasse a sua irmã Pauline, que elegeu para sua “segunda mamãe”. A repentina entrada dessa irmã no Carmelo, fez a jovem Thérèse, adoecer. Curada pela ‘Virgem do Sorriso’, imagem da Imaculada Conceição que seus pais tinham afeição, tomou uma forte resolução de entrar para o Carmelo.
Entrou para ser aluna na Abadia das Beneditinas de Lisieux, e lá permaneceu por cinco anos, porém após sofrer muitas humilhações, de lá saiu e passou a receber aulas particulares.
Quase ao completar 14 anos, no Natal de 1886, Teresa passa por uma experiência que chamou de “Noite da minha conversão”. Ao voltar da missa e procurar seus presentes, percebe que seu pai se aborrece por ela apresentar comportamento infantil. A menina decide então a renunciar a infância e toma o acontecido como um sinal inspirador de força e coragem para o porvir.
Seis meses depois, Teresa decide que quer entrar para o Carmelo (Ordem das Carmelitas Descalças). Como a pouca idade a impede, é levada por familiares, em novembro de 1887, para uma audiência com o Papa, em Roma, para pedir a exceção. Em abril do ano seguinte é aceita. Concedida a autorização ingressou em 9 de abril de 1888 e tomou o nome de Thérèse de l´Enfant Jesus.
Fez sua profissão religiosa, em 8 de setembro de 1890, e tomou o nome de Thérèse de l´enfant Jesus et de Sainte Face, mas ficou conhecida pelos franceses após sua morte como Thérèse de Lisieux.
Inclinada por temperamento à calma e a tristeza, Thérèse com lindos olhos azuis, cabelos louros, traços delicados, alta e extraordinariamente bonita, quando escrevia no seu diário “Oh! Sim, tudo me sorrirá aqui na terra”, era uma época em que estava experimentando injustiças e incompreensões. Já atingida pela tuberculose pulmonar, debilitada nas forças, não rejeitava trabalho algum e continuava a “jogar para Jesus flores de pequenos sacrifícios”.
Após seis anos na ordem, em 1894, almejando o caminho da santidade, Teresa percebe que não consiguiria pelas tradicionais mortificação, disciplina e sacrifício observadas pelos santos a quem se dedica a estudar. Inspirada nas palavras de um padre, Teresa adota a “Pequena Via”, um caminho pequeno e reto para a santidade, que consiste simplesmente em se entregar ao amor de Jesus Cristo, para que Ele conduza pelo caminho.
Morreu em 30 de setembro de 1897, com apenas 24 anos. Disse, na manhã de sua morte: “eu não me arrependo de me ter abandonado ao amor”. No dia 4 de outubro de 1897, foi sepultada no cemitério de Lisieux.
Sua irmã, Paulina, também carmelita, publicou em 1898 os escritos de Santa Teresinha, intitulados “História de uma alma”. No dia 17 de maio de 1925, Teresinha foi canonizada pelo Papa Pio XI. O mesmo Papa a declara Patrona Universal das Missões Católicas em 1927. O Papa João Paulo II a declara Doutora da Igreja em 1997.
Fonte: Santuário Santa Terezinha, www.santuariosantaterezinha.org.br
Vaticano perante a ONU: Aborto não resolve o problema da mortalidade materna
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O Observador Permanente da Santa Sé perante as Nações Unidas e organismos internacionais em Genebra (Suíça), Dom Silvano Tomasi, explicou durante a 18ª Sessão do Conselho de Direitos humanos (CDH) deste órgão que “o aborto não resolve as principais causa de mortalidade” materna.
Na sessão, cujo tema a ser tratado foi a redução da mortalidade por causa da gravidez, Dom Tomasi estimou a importância de diminuir a morte das mulheres grávidas, mas “sem reconhecer o aborto como método de planejamento familiar”.
Segundo a agência vaticana Fides, em sua intervenção o Prelado assinalou a necessidade de “reconhecer que não houve progressos suficientes para evitar as 350 mil mortes durante a gravidez e o parto. A emergência sobre os riscos para a mulher vai além com práticas como a infibulação feminina, os matrimônios de meninas e outras violências”.
Nesse sentido, recalcou que cada mulher tem a mesma dignidade que o homem, “uma vocação diferente, mas não de menor valor que do homem”.
Do mesmo modo, disse que a Igreja não aceita programas de promoção da contracepção e do aborto que, “por exemplo na África, não resolvem as principais causa de mortalidade”.
O Arcebispo destacou que a Igreja Católica tem um compromisso com o âmbito da saúde, e em particular com as pessoas excluídas da assistência assegurada pelos governos, e no âmbito educativo, mas também na promoção de políticas que protejam seus direitos.
Diante destas coincidências com as posturas do CDH da ONU, o Prelado reafirmou que a Igreja não compartilha a expressão “aborto perigoso” que pretende sugerir a existência de um “aborto são”, já que qualquer aborto destrói a vida humana, e muito menos o concebe como um método de planejamento familiar.
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ACI Digital
FEIJOADA PAROQUIAL Dia 25 de Setembro as 12h.
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Lectio Divina
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“ENTRE AS MUITAS FORMAS DE SE APROXIMAR da Sagrada Escritura existe uma privilegiada à qual todos estamos convidados: a Lectio divina ou exercício de leitura orante da Sagrada Escritura. Esta leitura orante, bem praticada, conduz ao encontro com Jesus-Mestre, ao conhecimento do mistério de Jesus-Messias, à comunhão com Jesus- -Filho de Deus e ao testemunho de Jesus-Senhor do universo. Com seus quatro momentos (leitura, meditação, oração, contemplação), a leitura orante favorece o encontro pessoal com Jesus Cristo de modo semelhante ao de tantos personagens do evangelho: Nicodemos e sua ânsia de vida eterna (cf. Jo 3.1-21), a samaritana e seu desejo de culto verdadeiro (cf. Jo 4.1-12), o cego de nascimento e seu desejo de luz interior (cf. Jo 9), Zaqueu e sua vontade de ser diferente (cf. Lc 19.1-10)… Todos eles, graças a este encontro, foram iluminados e recriados porque se abriram à experiência da misericórdia do Pai que se oferece por sua Palavra de verdade e vida.” (Documento de Aparecida nª 249)
Site CNBB
Dicas para fazer uma boa Lectio Divina:
1º Dica: Tenha um horário para fazer o seu estudo. Não deixe para fazer “na hora que dá” ou no fim do dia, a não ser que esse horário seja o melhor para você. É importante rezar quando você está mais atento. Por que assim você ouve a Deus.
2º Dica: Escolha um lugar bom e tranquilo para rezar. Evite fazer isso no meio do trabalho ou em lugares onde você não se sinta a vontade para fechar os olhos, ou falar com Deus. Só faça isso se não houver outro jeito. Ainda que você acorde mais cedo ou vá dormir mais tarde. Ainda que seja um quartinho no fundo da casa… Prefira um lugar tranquilo.
3º Dica:Observe a sua postura. Sente-se corretamente.Se no lugar onde você for rezar tiver uma mesinha onde você pode colocar sua bíblia e seu caderno ( sim é bom ter um caderno ) melhor ainda. Senão evite posturas incômodas. A postura errada faz com que você tenha dores e estas dores te fazem querer parar de rezar mais cedo.
4º Dica: Comece por um livro mais simples. sempre começar pela 1º Carta de São João. Depois ir para o Evangelho de São João. Comece do capítulo 1. Se você tem tempo e disponibilidade leia o capítulo inteiro. Mas talvez o capítulo inteiro seja muito para você. Então pegue o primeiro trecho. Depois o próximo. E vá caminhando.
5º Dica: Tenha a mão canetas e um caderno. Não tenha receio de marcar a sua bíblia.
6º Dica: Antes de começar a fazer o estudo da palavra, rezar
“Jesus, eu acredito no poder e na força da tua palavra. A tua Palavra de força. Pode mudar a minha vida. E hoje eu preciso de mudança. Preciso de conversão. Preciso dar mais um passo rumo ao céu. E é a tua palavra que me impulsiona. Que ao ler esta palavra, eu possa receber de Ti, um verdadeiro ensinamento do céu. Derrama teu Espírito Santo, e não permita que eu tire conclusões diferentes do que ensina a Santa Igreja Católica. Eu realmente acredito Senhor, na força e no poder da tua palavra…”
Passos
1. Lectio - Leitura
2. Meditatio - Meditação
3. Oratio - Oração
4. Contemplatio - Contemplação
Diagrama da Leitura Orante ou Lectio Divina.
Na Lectio/Leitura, toma-se o Texto Sagrado, A Sagrada Escritura de preferência e faz-se a leitura lenta e cuidadosa do texto, não tanto com o objetivo de fazer uma exegese bíblica, mas sim o de ‘escutar’ o que Deus fala ao leitor. Pode-se repetir a leitura quantas vezes for preciso, até que se sinta ‘tocado’, pelo Senhor.
Na Meditatio/Meditação, rumina-se a Palavra, busca-se perceber o que é que Deus fala àquele(a) que lê. Não é mais uma leitura, mas uma ‘escuta’ da Palavra. “Fala, Senhor, teu servo escuta!”
Na Oratio/Oração, responde-se a Deus que antes falou. De acordo com o contexto, com a história pessoal de cada um naquele momento, deixa-se o coração derramar-se diante do Senhor. Se antes se escutou, agora responde-se a Deus. Pode ser uma súplica, ação de graças, petição, o que o coração mandar, enfim. É um diálogo com Deus e uma relação entre dois seres que se amam. A alma e Deus!
Na Contemplatio/Contemplação, já não há mais necessidade de palavras. O orante/leitor tomou contato com o texto escrito, ou até diante da Natureza, de um fato da vida; leu, ou melhor, ‘escutou’ a Voz que fala em seu coração. Responde a essa Palavra, escrita ou não. E no último estágio, na Contemplação, cala-se, adora, entrega-se numa adoração muda e silenciosa. AOração centrante é uma modalidade de oração contemplativa que se enquadra nesse quarto estágio da Lectio Divina.
A Lectio Divina, como escreveu São Bento, a exemplo de Santo Ambrósio, Santo Agostinho e outros Padres (já se encontra essa expressão em Orígenes - theía anágnosis) é “considerada por toda a tradição” - e pelo congresso dos abades beneditinos de 1967 - “como um dos meios mais adequados e necessários para a vida dos monges”. Constitui uma parte essencial da conversatio monástica, um dos instrumentos tradicionais mais característicos para buscar a Deus.
Papa explica que Eucaristia é “antídoto” de amor ao egoísmo e à indiferença
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Ao presidir na manhã de deste domingo a Missa de clausura do 25° Congresso Eucarístico Nacional italiano realizado em Ancona, o Papa Bento XVI explicou que a Eucaristia, dom do amor de Deus, é um “antídoto” ao individualismo, egoísmo e indiferença que afetam o homem no mundo de hoje.
A nota da Rádio Vaticano refere que o Papa afirmou que a Eucaristia é o caminho para recuperar a primazia de Deus na vida cotidiana, já que “a comunhão eucarística, queridos amigos, arranca-nos de nosso individualismo, comunica-nos o espírito de Cristo morto e ressuscitado, conforma a Ele”.
A comunhão eucarística, disse o Papa, “arranca-nos do nosso individualismo, comunica-nos o espírito do Cristo morto e ressuscitado, conforma-nos a Ele; une-nos intimamente aos irmãos naquele mistério de comunhão que é a Igreja, onde o único Pão faz de muitos um só corpo, realizando a oração da comunidade cristã das origens”.
“A Eucaristia sustenta e transforma toda a vida cotidiana. Como recordei na minha primeira Encíclica, na comunhão eucarística, está contido o ser amado e o amar, por sua vez, os outros. Uma Eucaristia que não se traduza em amor concretamente vivido é, em si mesma, fragmentária”.
A história da Igreja, disse logo o Papa, permite constatar que “nutrir-se de Cristo é o caminho para não permanecer estranhos ou indiferentes às sortes dos irmãos, mas entrar na mesma lógica do amor e de dom do sacrifício da Cruz”.
“Quem sabe ajoelhar-se diante da Eucaristia, quem recebe o corpo do Senhor não pode não ser atento, na trama ordinária dos dias, às situações indignas do homem, e sabe chorar em primeira pessoa pelo necessitado, sabe partilhar o próprio pão com o faminto, partilhar a água com o sedento, revestir quem está nu, visitar o doente e o encarcerado”.
Quem se nutre habitualmente da Eucaristia, prossegue o Papa “em cada pessoa saberá ver aquele mesmo Senhor, que não hesitou em dar completamente a si mesmo por nós e para a nossa salvação”.
“Uma espiritualidade eucarística, portanto, é o verdadeiro antídoto ao individualismo e ao egoísmo que frequentemente caracterizam a vida cotidiana, leva à redescoberta da gratuidade, da centralidade das relações, a partir da família, com particular atenção a curar as feridas dos desgregados”.
A espiritualidade eucarística, indicou o Santo Padre, permite superar as divisões na Igreja e saber conciliar o trabalho e o descanso, além de responder às situações aonde se constante a fragilidade humana.
“Do Pão da vida buscará vigor uma renovada capacidade educativa, atenta a testemunhar os valores fundamentais da existência, do saber, do patrimônio espiritual e cultural; a sua vitalidade nos fará habitar na cidade dos homens com a disponibilidade de gastar-nos no horizonte do bem comum para a construção de uma sociedade mais justa e fraterna”.
O Papa precisou também que “não há nada de autenticamente humano que não encontre na Eucaristia a forma adequada para ser vivido em plenitude: a vida cotidiana torna-se, portanto, lugar do culto espiritual, para viver em todas as circunstâncias o primado de Deus, no interior da relação com Cristo e como oferta ao Pai”.
Finalmente o Papa fez votos para que “tornemo-nos também nós “ventre” disponível para oferecer Jesus ao homem do nosso tempo, revelando o desejo profundo daquela salvação que vem somente d’Ele. Bom caminho, com Cristo Pão da vida, a toda a Igreja que está na Itália!”.
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ACI Digital
JMJ Brasil terá seu primeiro ato no próximo domingo em São Paulo
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A Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro (JMJ Rio-2013) tem seu primeiro ato em São Paulo no domingo, 18 de setembro de 2011. E que momento importante! A cruz missionária e o ícone de Nossa Senhora são acolhidos por uma multidão de jovens e não jovens num dia inteiro de festa, música, testemunhos sobre a JMJ Madrid-2011.
O aeroporto do Campo de Marte, mais uma vez, é palco de uma grande manifestação de fé, de irradiação da mensagem do Evangelho e de partida missionária para todo o Brasil. Foi lá também que, em maio de 2007, o papa Bento XVI, celebrou a canonização de S.Antônio de Santana Galvão, o primeiro santo nascido em terras brasileiras.
Em Madrid, dia 21 de agosto passado, num outro aeroporto urbano, chamado “Quatro Ventos”, foi bonita e muito sugestiva a cena quando os jovens espanhóis entregaram a cruz missionária e o ícone de Nossa Senhora a um grupo de jovens brasileiros. Aqueles a carregavam e levantaram; estes a acolheram com as mãos estendidas para o alto, enquanto ela descia para seus braços abertos. Bendita cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo! Nela nos gloriamos, porque foi sobre ela entregue à morte nosso Salvador! Agora, os jovens do Brasil, numerosos e bem representados no Campo de Marte, fazem o mesmo aqui, na Terra de Santa Cruz, justamente poucos dias após a festa litúrgica da Exaltação da Santa Cruz!
Foi o beato João Paulo II que entregou esta cruz aos jovens, para que a levassem aos países onde se realizam as JMJ. E acrescentou também um ícone bonito de Nossa Senhora, para que acompanhasse a cruz. É uma cruz simples, de madeira, mas ela representa e traz a lembrança do próprio Jesus Cristo crucificado. De fato, é Ele que nos visita no sinal da sua cruz missionária; e Ele mesmo será acolhido, certamente com festa e belas manifestações de fé, em cada uma das 275 dioceses brasileiras, até chegar ao Rio de Janeiro, em julho de 2013. Em toda parte, o mesmo gesto, de acolher a cruz de braços abertos, antes de erguê-la bem alto, para que todos vejam nela o sinal de nossa salvação.
Aos pés da cruz, estará sempre Maria a Mãe de Jesus. Ela está lá, onde se encontra Jesus com seus discípulos. Estes não podem esquecer que, por vontade e testamento do próprio Jesus, ela é sua mãe também: “mulher, eis teu filho; filho, eis tua mãe” (cf. Jo 19,26-27).
Cristo peregrino nos visita, com sua cruz; Cristo missionário nos convoca para ouvirmos de novo seu Evangelho; o Cristo da via dolorosa também passará por nossos lugares de sofrimento, carregado das dores da humanidade, de tantos jovens… E talvez será escarnecido novamente, no desprezo feito aos irmãos… Ele conta com nossa sensibilidade, como fez o Cirineu, para aliviarmos sua cruz, que pesa nos ombros de tantos brasileiros. Cristo ressuscitado nos visita, conforta e dá esperança, dando-nos a certeza de que Ele se faz nossa companhia nos caminhos de nossas solidões… Cristo missionário do Pai nos envia novamente, com o dom do Espírito Santo, para anunciarmos o Evangelho da vida e da esperança a todos os brasileiros. O lema da JMJ Rio-2013 bem indica nossa missão: “ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações” (cf Mt 28,19).
O Brasil está recebendo um carinho de Deus; nossos jovens e nossa Igreja receberão graças muito especiais durante este período de preparação para a JMJ Rio-2013. Será um “tempo favorável”, muito bem-vindo, especialmente para envolver as novas gerações na vida e na missão da Igreja. Para os adultos, será ocasião para uma nova valorização da própria fé e participação na vida eclesial. Para os jovens, poderá ser um tempo de encontros marcantes com Cristo e de descoberta da herança apostólica, custodiado e transmitido pela Igreja, de geração em geração, e que vai passando às suas mãos também.
Bem-vindo a nós, Jesus Cristo missionário! Bem-vinda, Nossa Senhora da Visitação! Os jovens do Brasil os acolhem de braços abertos!
Publicado em O SÃO PAULO, ed. de 13.09.2011
Card. Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo
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Rádio Vaticano
* ATENÇÃO!! Políticos do PT levam ao Senado brasileiro “nova” proposta de legalização do aborto.
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O Movimento em Defesa da Vida no Brasil (MDV) denunciou que na quinta feira, 18 de agosto, a Frente Nacional contra a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto, reuniu em Brasília representantes de diversas ONGs que promovem a legalização do aborto no país para a realização de uma plenária e em seguida representantes destas organizações tiveram uma audiência pública no Auditório Petrônio Portela do Senado Federal para apresentar um documento favorável à despenalização do aborto no Brasil.
A audiência no senado foi convocada pela Senadora Lídice da Mata, do PT da Bahia, com o apoio da senadora Ângela Portela, do PT de Roraima, e da senadora Ana Rita, do PT do Espírito Santo.
O tema da reunião, conforme a convocação oficial, era um “debate sobre os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.”
Conforme havia sido anunciado pela Senadora Marta Suplicy, as organizações que promovem o reconhecimento do aborto como um direito humano no Brasil, pesadamente financiadas por um conglomerado de fundações norte americanas, estão voltando o foco de suas atenções para o Senado Federal.
Dois dias após o término das eleições de 2010, ao ser questionada por uma repórter sobre “as chances, depois do que aconteceu nas eleições de 2010, do PT retomar bandeiras históricas como o direito ao aborto e ao casamento gay”, a senadora Suplicy respondeu: “certamente a prioridade do governo passará longe disso, e a presidente Dilma se comprometeu e não fará nenhum gesto neste sentido. Porém o congresso é outra coisa, e provavelmente deverá recuperar [o tema]“.
Segundo o MDV, durante a mencionada audiência no Senado, representantes de várias ONGs, entre as quais entre as quais está a Articulação de Mulheres Brasileiras, a Marcha Mundial de Mulheres, a Liga Brasileira de Lésbicas, a União Nacional dos Estudantes e a Central Única dos Trabalhadores, apresentaram aos senadores o documento da plataforma para legalização do aborto no Brasil.
O documento, distribuído no Senado, mas não divulgado pelos meios de comunicação, afirma, entre outras coisas que pretende-se retomar, no Brasil, “a proposta de legalização elaborada pela comissão tripartite, instituída em 2005 pela secretaria de políticas para as mulheres, retirando a prática de abortamento do código penal”.
Isto é, afirma o boletim do MDV, “o infame projeto elaborado pelo Governo Lula, apresentado sob a forma do substitutivo do PL 1135/91, que pretendia tornar o aborto legal durante todos os nove meses da gravidez, uma vez que, removido do Código Penal todas as figuras do crime de aborto, não haverá, no ordenamento jurídico brasileiro, qualquer tipificação de crime contra a vida antes do nascimento”.
A Plataforma insiste, porém, paradoxalmente, em “refutar a tese de que se pretende legalizar o aborto até o nono mês de gestação”.
A Plataforma afirma também que o aborto é apenas “o resultado da interrupção da gravidez até a 22ª semana de gestação e cujo produto pesa até 500 gramas”, discriminando o nascituro e ignorando que se trata de um ser humano completamente formado, dotado do mesmo direito inalienável à vida que qualquer outro ser humano, e não um simples produto que pesa até 500 gramas.
Ademais a Plataforma pretende “impedir que organizações religiosas participem na elaboração e controle social das políticas públicas, ou recebam recursos públicos para ação social que seja orientada por princípios religiosos”.
Segundo o MDV o documento pretende também “garantir a orientação sexual” nas escolas e “impedir a prática do ensino religioso na rede pública de educação”.
Para ver a notícia da reunião pró-aborto feita pela Agência Senado, visite:
http://www.senado.gov.br/noticias/movimento-de-mulheres-critica-projetos-de-lei-contrarios-a-interesses-femininos.aspx
Para entender os desafios relacionados à defesa da vida no Brasil recomendamos também:
http://www.votopelavida.com/defesavidabrasil.pdf
JMJ Brasil será em julho. Dilma diz que quer ajudar com todos os meios possíveis
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O jornal L’Osservatore Romano informou que a próxima Jornada Mundial da Juventude já tem data. A ocasião será no Rio de Janeiro de 23 a 28 de julho de 2013.
No artigo “Seguinte parada Rio de Janeiro” da edição deste 24 de agosto, o jornalista Gianluca Biccini informa que “de 23 a 28 julho de 2013, a gigantesca estátua de Cristo Redentor no Corcovado acolherá um abraço simbólico aos jovens de todo o mundo na próxima edição da Jornada Mundial da Juventude”, um ano antes do previsto para evitar coincidências de programação com a Copa do Mundo de Futebol que terá lugar no Brasil em 2014.
“O relógio está andando”, afirmou o Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta pouco depois da Missa final da JMJ Madrid 2011.
“Queremos demonstrar que o Rio não é só esporte e carnaval. Nossa Jornada será uma oportunidade para os jovens que se vêem afetados por problemas como a pobreza, a violência e as drogas”, indicou.
A delegação brasileira recebeu em Quatro Ventos a Cruz peregrina da JMJ que logo iniciará seu percurso pelo Brasil. “O país é imenso, e queremos que a peregrinação chegue a todas as 274 dioceses do Brasil, antes de chegar ao Rio do Janeiro, dois meses antes da reunião”, indicou o Arcebispo.
A última JMJ celebrada na América Latina ocorreu em 1987 em Buenos Aires e depois disto muitas coisas mudaram na região.
“A organização da JMJ é uma alegria e uma oportunidade para os católicos de nossa Arquidiocese, para o Brasil e os fiéis da América Latina. Não se trata só de receber os jovens de todo o mundo, mas sim de renovar nossa confiança no Espírito Santo a ser discípulos e missionários e confirmar nosso compromisso com a vida social real e construir uma civilização do amor”, indicou.
Por sua parte, o Arcebispo de Aparecida e Presidente da Conferência Nacional de Bispos do Brasil, Cardeal Raymundo Damasceno Assis, assegurou em uma conferência de imprensa celebrada em Madrid, que a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, expressou sua vontade de ajudar com todos os meios possíveis na realização do evento.
Além disso, como ex-presidente do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), o Cardeal Damasceno pediu uma intensa participação de toda a América Latina.
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ACI Digital






