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Passo a Passo da Pastoral da Criança

09-Feb-2010 16:14  ]

 

1. Em 1983, a CNBB foi convidada pela ONU, através de dom Paulo Evaristo Arns, para difundir o soro caseiro no Brasil, onde a mortalidade infantil era maior que 80 por mil crianças nascidas vivas.
2. Dom Paulo convida sua irmã, Zilda Arns, médica pediatra e sanitarista para pensar sobre o assunto e apresentar um projeto – que resultou na Pastoral da criança. A posposta foi testada em Florestópolis (PR) e em um ano reduziu o índice de mortalidade infantil de 157 para 34 mortes a cada mil nascidos vivos; no ano seguinte, a CNBB autoriza a difusão da Pastoral da Criança nas dioceses que o desejassem.
3. Dom Aloísio Lorscheider, arcebispo de Fortaleza, é um dos mais interessados e implanta a Pastoral no Ceará. Em 1985, ela se estrutura, na Arquidiocese de Fortaleza e no Regional NE1, que também era coordenado pelo cardeal. A irmã Maria Metildes é convidada para coordenar a Pastoral no Estado em 1885, e em 1986 ela é implantada na Diocese de Itapipoca.
4. A proposta da Pastoral da Criança é simples e transformadora: treina voluntários de boa vontade para funcionarem como líderes nas paróquias; 1. Visita Domiciliar: cada líder acompanha 15 crianças e/ou gestantes; faz isso em visitas domiciliares mensais onde conversa com a mãe e troca saberes na área de saúde e catequese no ventre materno, ajudando a mãe a garantir cuidados, vacinas, atenção à saúde e uma formação carinhosa para a criança. 2. Celebração da Vida: as líderes se dividem por comunidades; a cada mês, elas se reúnem com crianças e mães, pesam as crianças e discutem a situação da comunidade e ações de saúde com as mães. 3. Reunião de Avaliação: neste terceiro momento, as líderes avaliam, em conjunto, as dificuldades e conquistas das comunidades e recebem, trocam informações e conhecimentos em formações contínuas para fé e vida.
5. Quando se dá com a compreensão e a metodologia é correta, a Pastoral da Criança modifica a comunidade, une as pessoas e ajuda as famílias a viverem num ambiente de paz e respeito mútuo, permitindo que as crianças cresçam em estatura, sabedoria e graça (Lucas 2, 40).

RESULTADO

Em 26 anos de Pastoral da Criança no Brasil, a instituição se instalou em todos os Estados em cerca de 4 mil municípios; atende a mais de 1,6 milhão de crianças e reduziu a mortalidade de 80 para 20 por mil, em termos de Brasil. São atendidas quase 20% das crianças carentes do país. Tem cerca de 20 mil voluntários.
No Ceará, a instituição completa 25 anos em 2010 e atendeu a 10% das crianças. A Diocese de Itapipoca atende a cerca de 3.400, atendendo a 7,4%. Precisa aumentar seu quadro de voluntários. A melhor cobertura é no município de Itapajé, com 22,8% das crianças acompanhadas, ou seja, mais do que média nacional. O trabalho se destaca ainda em Miraíma, General Sampaio, Tururu e Umirim.

FRASES

“A Pastoral da Criança é, sem dúvida alguma, uma das atividades mais importantes que a Igreja vem realizando, de forma organizada, concreta... A Dra Zilda torna-se um ícone de amor aos empobrecidos”. Dom Geraldo Lírio Rocha, presidente da CNBB

“Foi uma perda muito grande para o Brasil, uma perda para o mundo. Espero que, a exemplo dela, sejamos mais solidários. Deus queira que surjam outras pessoas assim no Brasil!”. Presidente Luiz Inácio Lula da Silva

“Não é hora de perder a esperança. Ela morreu de uma maneira muito bonita, morreu na causa que sempre acreditou". Cardeal D. Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo e irmão de Zilda Arns
“Coragem, nada de medo, pois Deus está com você; assim falou Davi a seu filho, Salomão; ... a Dra Zilda alicerçou a Pastoral da Criança sobre a rocha, sobre a palavra de Deus, e nós precisamos expandir nosso trabalho; do céu, ela vai olhar por nós”. Irmã Vera Altoé, Coordenadora Nacional da Pastoral.

“Ela procurou estruturar a Pastoral da Criança, a Pastoral da Pessoa Idosa e a Família para que a gente tivesse autonomia, feita com o suor do trabalho... A obra dela não foi em vão, e a gente conta com a ajuda de vocês, para ela continuar”. Nelson Arns, coordenador adjunto da Pastoral e filho da Dra. Zilda Arns.

“Nós perdemos uma mãe. Uma mãe que deixou as filhas capazes de realizar seu trabalho. É uma dor profunda, mas a Pastoral da Criança não vai parar. Temos que fazer isso por ela. Ela olhará por nós”. Marister Guimarães, Coordenadora Estadual da Pastoral da Criança.



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