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FESTA DE N. SRA. DA CONCEIÇÃO - AMONTADA
Amontada também reverenciou Nossa Senhora da Conceição. Os festejos, onde não faltaram novenas e programação social, tiveram como tema o Sim de Maria, que significou a aceitação de Cristo pelo gênero humano.
As pregações e orações meditaram neste sim, lembrando o compromisso de toda a Igreja, e principalmente dos sacerdotes, neste ano especial, que o Papa os dedicou: “No sim de Maria, mãe terna e eucarística, nosso compromisso de fidelidade de sacerdotes e catequistas no discipulado de Cristo”.
A ideia de contar com a Mãe de Deus ao lado de todos os católicos e mais precisamente como apoio aos que buscam o serviço de Deus permitiu a escolha de um lema que mostra, num só tempo, que o povo de Deus confia e implora: “Maria, mãe dos sacerdotes, rogai por nós”.
Na vibração da Festa, a comunicadora popular Samanta Karla, da Pastoral da Comunicação de Amontada, foi buscar, junto aos fieis, a intimidade dos paroquianos mais fervorosos com a Virgem sem pecado. E, dentre todas as descrições que encontrou, nos relata a seguinte entrevista, com uma devota que ele prefere deixar oculta. Interessante é que a graça alcançada em Amontada, como em Pentecoste, relaciona-se com a Cura:
Pascom Amontada – Desde quando é devota de N.Sra. da Conceição?
Devota – Desde 1953 comecei a participar das novenas com meus pais. Na época, morava na Vila dos Pracianos, interior de Itapipoca. E, em 1956, vim morar em Amontada, porém sempre tive a devoção à N.Sra. da Conceição, devoção que me foi passada por meus pais, que eram muito católicos.
P. A. – Conte-nos graça que você já alcançou.
Devota – “No ano de 1993, fiz a primeira cirurgia de uma das mamas. Pedi ao Bom Jesus, por intermédio de sua Mãe Santíssima, que, embora os tratamentos fossem fortes, não permitisse que meus cabelos caíssem. Para isso, prometi ir às quatro paróquias onde Nossa Senhora fosse padroeira, e assim o fiz, visitei e encerrei o percurso de peregrinação em minha paróquia atual, dando o meu testemunho aos fieis, também devotos de Maria. Disse-lhes que a mãezinha do céu não havia permitido cair os meus cabelos.
Continuo a me consultar com os médicos do início do tratamento de mama, e estes até hoje me perguntam o segredo de tal milagre, e estes mesmos médicos na época me diziam que não adiantava fazer promessa, pois as vacinas eram fortes, e nada iria remediar a realidade dos meus cabelos, já que iria perdê-los.
E eu sempre respondi: “mais forte é meu Deus e Nossa Senhora da Conceição!” e assim, até hoje, no Instituto do Câncer em Fortaleza, só existem dois casos, e um deles sou eu.
Com este milagre, fiquei com uma devoção ainda mais fervorosa à minha padroeira. Tive que passar por mais uma cirurgia, para retirar a segunda mama, e mais uma vez entreguei à minha Mãe!
Diante de tantos desafios para manter-me viva e bem de saúde, me consagrei à Maria, ajoelhando-me durante o seu novenário, durante o momento do evangelho; e, com o passar dos dias, eu pedia com mais força para que me curasse, pois os joelhos não respondiam mais àquela penitência, e mais uma vez minha saúde ganhou um novo vigor! Em algumas festas me coloquei a serviço para oferecer os livros e blusas com a imagem da padroeira, para assim dar a minha contribuição no festejo.
Tudo o que eu peço a N. Sra. Ela me tem dado. Sempre que vou fazer meus exames de rotina, ou as pequenas cirurgias, tenho me entregado a ela. E tudo ela tem feito! Se eu pudesse, faria sempre melhor e cada vez mais, nos meus trabalhos pastorais, pois, se eu contasse as maravilhas que já vivi, não haveria palavras para expressar tamanho amor.
Pastorais das quais participo: Legião de Maria, Grupo Guaneliano, Coral Providência e Liturgia. Salve Maria!”
